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quinta-feira, 17 de maio de 2012


Lei da Transparência  entrou em vigor a sua regulamentação através da publicação de decreto presidencial


Transparência dos órgãos públicos, um direito de todos



É sintomática a realidade que a Lei da Transparência encontrou em Minas Gerais no dia em que entrou em vigor a sua regulamentação através da publicação de decreto presidencial, na quarta-feira (16). Ela foi sancionada em novembro e todos os órgãos públicos tiveram tempo suficiente para se adequarem. Porém, de modo geral as instituições públicas não estão preparadas para fornecer qualquer informação que o público pedir.

Pela legislação em vigor, todo funcionário público, dos três níveis de governo, têm de prestar informações quando solicitadas pelo cidadão. Há até punição prevista, caso a resposta não seja dada em 20 dias, prazo prorrogável por mais dez.

Será essa mais uma lei que não vai pegar? O quadro que encontramos foi caótico. Há dificuldades de toda ordem até mesmo nos portais da internet que disponibilizam alguns dados. Para chegar ao pretendido, só mesmo com a orientação de um técnico, tão escondidos ficam os links nos sites oficiais.

Facilitar aos cidadãos a possibilidade de acompanhar suas demandas requer uma preparação, mas parece que os órgãos públicos não fizeram o dever de casa. É preciso treinar equipes de atendimento nos portais institucionais. E onde não há portais, como na metade dos 853 municípios mineiros, cujas prefeituras sequer estão na rede?

Em Belo Horizonte, a prefeitura informou que as informações previstas pela nova legislação estarão disponibilizadas no portal e que o público será atendido ainda pelos serviços da Ouvidoria, da Central BHResolve e pelo telefone 156. Isso na capital. E no interior? No âmbito do Governo do Estado, um grupo foi criado para elaborar um projeto para adaptar a administração, que deve ser aprovado antes pela Assembleia Legislativa.

O cenário descrito revela a necessidade da Lei da Transparência. É uma tendência que, aos poucos, se transformará em realidade ao longo do tempo. Além da demanda pessoal de cada um, o Estado tem de publicar o destino de cada centavo.

A opinião pública está cada vez mais estarrecida com os sucessivos escândalos de corrupção que vem à tona. Essa Lei da Transparência pode ser um tijolo a mais para ampliar a fiscalização dos recursos públicos. A sociedade organizada saberá montar grupos especializados para rastrear a aplicação das verbas.

A presidente Dilma Rousseff reconhece que a Lei de Acesso à Informação irá ajudar a inibir a corrupção. “A transparência, a partir de agora obrigatória por lei, funciona como o inibidor eficiente de todos os maus usos do dinheiro público e também de todas as violações dos direitos humanos. Fiscalização, controle e avaliação são a base de uma ação pública ética e honesta.” É o que a sociedade espera nesses tempos de amadurecimento da democracia brasileira.

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